sábado, 6 de julho de 2013

Noites em PARATY

Andando pelas ruas de Paraty, pude observar muitas manifestações culturais, de diversas partes do mundo, de todos os níveis sociais, idades e também de etnias.
Em cada esquina via-se o malabarista de fogo, o pessoal do circo, os índios, os Hermanos com sua música, sua pintura e sua poesia. O rapaz de Jacarepaguá que declamava poesias com o rosto pintado, o paulista com sua poesia e simpatia. O professor de artes e suas caricaturas de conversa franca e amistosa.
Os rapazes de Paraty cuja banda não possui nome, de uma musicalidade empolgante e envolvente, discorrendo sobre nossa música popular brasileira, com um repertório que vai desde Elis ao Rappa.
Na calçada um grupo de caiçaras, músicos das escunas de turismo, que em toda sexta-feira em noite de lua cheia, se reúnem na rua para mostrar a sua música, curtir um som e juntar os amigos numa celebração deles, que é aberta a quem estiver passando e gostar de musica e se envolver na melodia e na canção.
A senhora que em praça pública “troca” uma boa prosa por um abraço. E que escreveu num livro a sua história de amor, amor de adolescência, amor verdadeiro, amor infinito. Uma outra senhora que de tanto ensinar aos filhos bons modos, resolveu escrever um livro ensinando aos outros a retribuir e espalhar gentileza.
Os nordestinos com sua literatura de cordel, contando em rima os causos e vida do nordeste.
Os Peruanos com sua música, seu artesanato e suas vestes.
O ator com o seu personagem expedicionário das letras provoca uma intervenção de cores, humor e felicidade, envolvendo e fazendo as pessoas rirem e porque não dizer voltar no tempo,  em que ser feliz e se divertir é não ter vergonha e nem pudor. Além de, trazer aos participantes desta intervenção, algumas histórias e lendas de Paraty,
A Flip a feira dos grandes nomes da literatura, dos intelectuais, dos letrados, aos meus olhos foi realizada por aqueles que estão em cada esquina, em cada calçada, na rua, nas praças. Se as manifestações estão em alta no país, a melhor manifestação é a cultural, seja ela de onde for, de onde vier, mas que seja feita pelo artista de alma, espírito e coração.

Enfim, como disse Anfilófio: “Vem comigo minha gente é Para ti, caminhar pela Flip é por isso que eu vim”. E foi por isso que estive na 11ª Festa Literária de Paraty 2013.
Luh

2 comentários:

  1. Muito show!!

    Ainda não pude ir mais irei com certeza prestigiar e curtir esse encontro maravilhoso da diversidade cultural e de produção do conhecimento.

    http://duvidasnalingua.blogspot.com.br
    http://https://www.facebook.com/IkebanaFloresVivas

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    1. Olá!

      Quando puder vá! É uma atmosfera diferente e a cidade por si já é muito convidativa, é caminhar pela história do Brasil e do nosso Estado.
      A feira é muito linda!
      abraços
      Luh

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